O ano de 2024 foi marcado por um recorde histórico no número de recuperação extrajudicial no Brasil. Por isso, empresas de diversos setores recorreram a essa solução como alternativa viável para evitar a recuperação judicial, garantindo maior flexibilidade e custos reduzidos.
Mas o que levou a esse crescimento expressivo? Quais fatores econômicos e regulatórios influenciaram essa tendência? E, mais importante: como as empresas podem se preparar para o futuro?
Portanto neste artigo, exploramos os principais impulsionadores deste movimento e as projeções para os próximos anos, com insights estratégicos para credores e empresas inadimplentes.
O que é recuperação extrajudicial e por que ela cresceu tanto?
A recuperação extrajudicial permite que empresas renegociem suas dívidas diretamente com credores, evitando o processo burocrático da recuperação judicial. De tal forma que esse modelo tem se tornado popular por oferecer:
- Menores custos operacionais
- Processo mais rápido e flexível
- Redução de riscos para credores e devedores
- Preservação da reputação da empresa no mercado
Observe na tabela a seguir as principais diferenças da recuperação extrajudicial em relação a judicial:

Aqui é possível entender as diferenças entre os dois tipos de recuperação de crédito. Enquanto a recuperação extrajudicial se destaca por sua rapidez, menores custos e maior flexibilidade, a recuperação judicial é um processo mais demorado e oneroso, com maior interferência do sistema judiciário. Por isso, empresas que buscam uma solução mais rápida tendem a optar pelo modelo extrajudicial, para acordos personalizados.
Por que a recuperação extrajudicial bateu recordes em 2024?
1. Impacto da economia global e nacional
A inflação global, o aumento das taxas de juros e as oscilações cambiais impactaram diretamente as empresas brasileiras. Portanto, pequenas e médias empresas foram as mais afetadas, buscando alternativas para renegociar dívidas e evitar a falência.
2. Mudanças regulatórias facilitaram o processo
Certamente, alterações na legislação facilitaram a adoção da recuperação extrajudicial, reduzindo barreiras para negociação direta entre empresas e credores. Desse modo, as novas regras trouxeram mais segurança para as partes envolvidas, incentivando esse modelo de renegociação.
Em países como Canadá e Reino Unido, por exemplo, incentivos semelhantes aumentaram o sucesso da recuperação extrajudicial, reduzindo falências em 40% ao longo de cinco anos.
3. Digitalização e automação aceleraram negociações
Estudos demonstram que empresas que utilizam tecnologia na recuperação de crédito têm 25% mais sucesso nas renegociações. Além disso, o uso de inteligência artificial reduziu o tempo médio de negociação de 6 meses para 3 meses, permitindo que credores recuperem valores de forma mais ágil e eficaz.
Ademais, a implementação dessas tecnologias também possibilitou uma maior personalização das propostas de renegociação, aumentando a taxa de adesão dos devedores e reduzindo significativamente o risco de inadimplência futura. Empresas que investem em soluções digitais conseguem não apenas melhorar seus índices de recuperação, mas também fortalecer o relacionamento com seus clientes.
4. Crescimento da inadimplência corporativa impulsionou renegociações
O aumento da inadimplência em 2024 impactou principalmente os setores varejista, serviços e indústria, levando muitas empresas a buscarem alternativas para evitar a recuperação judicial. Nesse sentido, a recuperação extrajudicial tornou-se a principal opção, permitindo a reestruturação das dívidas sem comprometer a continuidade das operações.
Esse movimento indica uma mudança significativa no mercado, com credores e devedores priorizando acordos flexíveis, ágeis e menos onerosos. A tendência é que esse modelo continue em crescimento, impulsionado pela digitalização das negociações e pela evolução do arcabouço regulatório. Dessa maneira, empresas que adotarem estratégias eficazes de recuperação extrajudicial garantirão maior estabilidade financeira e competitividade no mercado.
Tendências para 2025 e os próximos anos
Com o recorde atingido em 2024, a recuperação extrajudicial deve continuar em alta em 2025 e nos próximos cinco anos. Assim, algumas projeções incluem:
1. Expansão do modelo para novos setores
- Setores agrícola e industrial devem aderir mais a essa solução.
- Bancos e securitizadoras irão flexibilizar suas políticas de renegociação.
2. Crescimento do uso de IA e análise preditiva
- Plataformas de Big Data poderão prever a inadimplência antes mesmo de acontecer.
- Credores poderão personalizar propostas de renegociação baseadas em perfis financeiros.
3. Fortalecimento das regulamentações
- Novas regras podem exigir maior transparência nos acordos extrajudiciais.
- Empresas que optarem por essa solução podem ter benefícios fiscais no futuro.
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Conclusão
Por fim, a recuperação extrajudicial se consolidou como a melhor alternativa para empresas em dificuldades financeiras em 2024. Em resumo, o recorde histórico demonstra que cada vez mais empresas percebem os benefícios desse modelo mais ágil, flexível e econômico.
Com o avanço da tecnologia, a evolução regulatória e o aumento da conscientização corporativa, essa tendência deve se fortalecer ainda mais nos próximos anos.Se sua empresa precisa de suporte especializado na recuperação de crédito, a Bettega tem as melhores soluções para garantir negociações eficazes e sustentáveis.